Após 13 anos de estudos, cientistas do grupo suíço Barry Callebaut apresentaram em 5 de setembro, em Xangai, uma nova categoria de chocolate: rubi. Trata-se da primeira inovação após 80 anos da descoberta, pela Nestlé, do tipo branco.

Produzido com amêndoas de cacau (sem modificação genética) encontradas nas regiões da Costa do Marfim, Equador e Brasil, o chocolate, com notas frutadas e tom rubi, não tem adição de nenhum corante ou saborizante. E nem são utilizados aditivos para a extração da cor – tudo está naturalmente presente nas amêndoas.

CEO Antoine de Saint-Affrique da Barry Callebaut

O chocolate rubi é feito com um dos 3 tipos de cacau (Trinitário, Crioulo e Forastero), assim como os chocolates amargo, ao leite e branco. O que a Barry Callebaut consegue é identificar no processo de seleção das amêndoas, o cacau certo para a produção do chocolate. Além de dominar o processo especial que faz com que um grupo de compostos precursores especiais presentes na amêndoa ganhem vida, quando na proporção correta e em quantidade suficiente. Estes grãos chamados de grãos RUBY, criam assim o chocolate rubi.

O produto atende principalmente a demanda dos milennials (quase 1/4 da população atual), que são os principais influenciadores dos hábitos de consumo do futuro, mas ainda não tem previsão de comercialização. Kim Ghilardi, gerente de mídia da Callebaut, diz que o chocolate rubi tem um perfil de sabor que atinge todos os mercados, inclusive o Brasil. E estima que chegue ao mercado profissional em meados de 2018, dependendo do país.

Confira mais fotos do evento:

Os confeiteiros sortudos que tiveram a primeira oportunidade em trabalhar com o chocolate rubi: Martin Diez, Janice Wong, Dinara Kasko e Marijn Coertjens

Os icônicos vulcões – criação de Martin Diez

fotos: REUTERS/Aly Song