O método mais prático para se fazer bolos não tem um nome técnico – ao menos, não um único – pode ser feito em qualquer cozinha, de maneira rápida e quase sem sujar louça. Afinal, quem não morre de preguiça de fazer um bolo e depois olhar para a montanha que se formou na pia?

Eu chamo de método manual, mas facilmente poderia nomear com o nome da minha, ou da sua, avó. Isso porque esse método é provavelmente o que mais lhe fará lembrar de sua avó em pé na cozinha, com o avental amarrado na cintura e o nariz sujo de farinha, mexendo com uma colher de pau aquela massa que magicamente se transformará em um bolo cheiroso (e gostoso)!

Cada método utilizado para preparar um bolo fornecerá características específicas à massa: mais seca, úmida, firme, leve, quebradiça ou até “embatumada”. Realizar um método distinto para um conjunto de ingredientes que não funcionam bem com determinada técnica pode trazer características indesejáveis para o seu bolo, e mais, vai te desanimar na cozinha a ponto de achar que a sua mão não é mágica como a da sua avó. Por isso é importante conhecer as características de cada método para não cair de gaiato em receitas mal intencionadas.

As massas feitas pelo método manual (ou em inglês: blending mixing method) são úmidas, leves e menos quebradiças. A técnica consiste em fazer duas misturas: uma de ingredientes molhados, outra de ingredientes secos e então juntá-las. O segredo dessa técnica é não trabalhar demais a massa, os ingredientes secos e molhados devem ser incorporados apenas até se homogeneizarem, nada mais. Esse processo facilita a união dos ingredientes e evita o desenvolvimento do glúten presente na farinha de trigo. Além disso, misturar os secos previamente com o fermento fará com que ele se distribua melhor na massa, resultando em uma textura mais uniforme.

O tipo de farinha utilizada é sempre a de uso geral, a Tipo 1 brasileira (encontrada em supermercados) ou a farinha all-purpose americana, justamente pelo grau moderado de proteína que contém e que conferirá à massa suas características principais. Entre as gorduras, a mais utilizada é o óleo vegetal (por isso o método também é conhecido como poço, no qual a gordura é líquida) que garantirá uma massa úmida e uma textura mais macia; mas, gorduras sólidas como manteiga ou gordura vegetal também podem ser encontradas nesse método e sempre serão adicionadas derretidas à mistura.

Ao adicionar os ingredientes líquidos aos secos, sempre faça em uma única etapa, ou seja: pode jogar tudo de uma vez, sem nem pensar! Confie em mim!!! Depois é só misturar com o auxílio de um batedor de arame (fouet) – ou usar o romantismo da colher de pau, até criar uma massa lisa. Misturar a massa o mais rápido possível garantirá uma textura leve e delicada, em excesso, sua massa poderá ficar muito elástica e não crescer no forno.

Ingredientes que servirão para dar textura à massa como frutas frescas ou secas, nozes, gotas de chocolate, etc. devem sempre ser adicionados ao final ou até mesmo quando a massa já estiver na forma, pronta para ir ao forno. Ingredientes como farinha de nozes, chocolate em pó, e outros podem ser adicionados aos ingredientes secos, assim, como pastas de frutas, bebidas, etc. aos ingredientes molhados.

Dica

A dúvida sempre é: devo misturar os ingredientes líquidos nos ingredientes secos ou ao contrário? Que diferença faz?

Apesar do método ser simples, inverter essa ordem pode atrapalhar todo o processo de produção. Sempre prefira adicionar os ingredientes líquidos aos secos, isso evita a formação de grumos que dificilmente serão desfeitos e comprometerão o resultado final do seu bolo.

Na verdade isso não é uma regra, se você preferir misturar os secos aos líquidos, basta fazer isso peneirando os secos e misturando pouco a pouco. Entretanto esse processo mais lento fará com que você misture a massa por mais tempo podendo resultar no desenvolvimento do glúten e em um bolo pesado.