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Símbolo da felicidade, a laranjinha ouro – ou kinkan em japonês e kumquat em chinês, também conhecida como laranjinha-da-China e xinxim, possui polpa azeda, casca fina e saborosa – dando a ela a vantagem de ser consumida sem ser descascada – e pouca quantidade de gomos ricos em pectina (por isso a frutinha não é uma laranja, pertencendo assim ao gênero Fortunella).

Tradicional na doçaria brasileira, em especial de Minas Gerais e do Cerrado brasileiro, pode ser recheada com doce de ovos ou coco e então caramelada, serve muito bem para produção de geleias, compotas, acompanhamentos de pratos salgados e xaropes avinagrados como os utilizados no tradicional shrub americano.

Disponível o ano todo (o que é uma boa desculpa para colocar um docinho com kinkan na sua confeitaria!) o pé de Fortunella margarita (ou fortunella japonica, e outras espécies), originário do centro da China, se desenvolve em climas quentes (por isso uma frutinha tão oriental se deu tão bem aqui em terras tropicais), mesmo sendo muito mais resistente ao clima frio que qualquer outro cítrico.

Existem pelo menos dois tipos de kinkan que podem ser vistos pelas feiras, hortifrútis e mercados no Brasil: a nagami – de formato oval e mais amarga, indicada para geleias e acompanhamentos para pratos salgados; e a meiwa, de formato arredondado, mais doce e rara de encontrar – além de ser mais cara.

Apesar das diferenças entre as duas frutinhas, ambas são ricas em vitaminas e nutrientes – como a vitamina C (contém 73% da ingestão diária recomendada!!), cálcio e potássio – além de possuir propriedades antioxidantes e ser fonte de proteínas! Nós nunca pensamos em frutas como fonte de proteínas, não é mesmo? Pois saiba que 100g de Kinkan possui pelo menos 2g de proteínas, pode parecer pouco, mas para uma fruta…

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