santos

O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: Santo Antônio (13 de junho), São João (24 de junho) e São Pedro (29 de junho), comemorando assim o mês das festas juninas e o dia dos namorados, em 12 de junho.

A festa junina, antes chamada joanina, e o costume de homenagear os santos, foi trazida para o Brasil pelos portugueses durante o período colonial,e readaptados com a inserção de valores negros e indígenas – com o boi-bumbá e o uso da mandioca nas receitas típicas da época. Em uma época em que havia uma grande influência de elementos culturais não só portugueses, como também chineses, espanhóis e franceses, de onde veio a dança marcada, típica das danças nobres, influenciando as quadrilhadas. Da China, a tradição de soltar fogos de artifício, que representam o despertar de João e servem para espantar os maus espíritos; e de Portugal a dança de fitas, que tem forte presença nas festas do Nordeste. A fogueira, também trazida do continente europeu, representava o aviso à Maria do nascimento de João, filho de Isabel.

Todos esses elementos se misturaram à nossa cultura em cada região do Brasil, tomando suas características particulares – como as quermesses na região Sudeste, os grupos festeiros no Nordeste, as grandes quadrilhas no Maranhão… – e criando esse caldeirão cultural que é o nosso país.

Receita de arroz doce cremoso

Já no dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, é típico a distribuição do pãozinho de Sto Antônio pelas igrejas católicas. Para as moças que querem casar, basta comer o pão, para os devotos, o pão deve ser guardado junto aos outros mantimentos da casa para nunca faltar o alimento.

Um dia antes comemora-se o dia dos namorados, festividade que tem raízes históricas que remontam aos rituais pagãos da Roma Antiga!

De acordo com a tradição, o dia 14 de fevereiro – dia dos namorados em países como Estados Unidos, relembra o aniversário de morte de São Valentim, mártir cristão que viveu durante o século III. Nesse período os casamentos eram proibidos, pois segundo o imperador romano Claudio II, os homens solteiros e sem responsabilidades familiares eram melhores soldados. Valentim se opôs a essa decisão concedendo bênçãos aos jovens noivos de maneira clandestina, o que levou o santo à prisão e decapitação no ano de 270.

Dizem que durante o período em que esteve trancafiado, Valentim teria se apaixonado por uma jovem, filha do carcereiro, e antes de sua morte o religioso escreveu uma mensagem que assinou “do seu Valentim”, criando aquilo que se tornaria o primeiro cartão de dia dos namorados.

Em 496 o papa Gelásio I escolheu Valentim como símbolo dos apaixonados. Mas a saga do mártir é incerta, já que há pelo menos três religiosos com o nome de Valentim – dois sepultados em Roma, e um morto na África – sendo dois martirizados na mesma data de 14 de fevereiro. Com isso, a própria igreja católica deixou de celebrar o aniversário do santo por considerar suas origens incertas. Mas atualmente, poucos duvidam que a associação de São Valentim com os apaixonados surgiu na Inglaterra, entre os séculos 13 e 14, quando a inglesa Elizabeth Trews, mãe de uma adolescente, enviou uma carta ao parente John Paston, propondo-lhe casar com a filha. “Primo, como sexta-feira é dia de São Valentim e todo o passarinho escolhe seu par, se você quiser vir na quinta-feira…”, escreveu ela em 1477. Os Estados Unidos, portanto, incorporaram a data para incrementar a atividade comercial.

Detalhe da obra A dança da noiva ao ar livre, de Pieter Brueghel (1566). Os festivais medievais como o São Valentim era espaços de quebra das regras morais

Detalhe da obra “A dança da noiva ao ar livre”, de Pieter Brueghel (1566). Os festivais medievais como o São Valentim era espaços de quebra das regras morais.

Mas independente das dúvidas a data se firmou durante o período medieval, mas de uma maneira bem diferente ao que conhecemos hoje. Ligadas a rituais de fertilidade e renovação da terra, as comemorações eram momentos em que as condutas morais eram deixadas de lado: as mulheres casadas reconquistavam a liberdade e ficavam livres para flertar com quem quisessem, com consentimento e tolerância de seus maridos! Esse tipo de conduta foi duramente combatido pela igreja católica, e desapareceu por completo no século XX. A partir daí a comemoração de São Valentim abandonou as raízes libertinas e passou a ser data de celebração do amor entre casais.

No Brasil a data de 12 de junho não tem um cunho histórico tão rico. A história do dia dos namorados começou em 1949, quando o publicitário João Dória pai (1919-2000), da agência Standard Propaganda, trouxe do exterior a ideia de celebrar uma data que pudesse animar o fraco comércio no sexto mês do ano. Além disso São Valentim não é um santo popular na cultura brasileira, trocando assim o dia de 14 de fevereiro para comemorar a data na véspera do santo casamenteiro, Santo Antônio. “Não é só de beijos que se prova o amor”, dizia o slogan da campanha, que rendeu à Standard o prêmio de “agência do ano”.

Bolos red velvet para morrer de amor! 

Mas o importante é que junho é um mês rico em comemorações e comidas que todos nós amamos!!!! E nada como receber o friozinho com doces e bebidas quentinhas!

Por isso essa semana adianto o dia dos namorados para ajudar os apaixonados a prepararem um final de jantar bem convidativo! São receitas fáceis de fazer e deliciosamente irresistíveis!!!!!

Crème brûlée para finalizar um jantar romântico com chave de ouro! (e muitos beijinhos)

Ainda temos uma playlist para envolver os casais e dar uma ajudinha no clima de romance!

Frio, um amor para esquentar o coração e uma fogueira para se divertir até o Sol raiar! Quer mês mais gostoso para ser feliz?